Convém dizer que é 2005, porque como a coisa é sempre a mesma, não vá o povo pensar que ainda estão a ler e ver as coisas de anos anteriores.
Ora bem meus ricos (e)leitores (acrescentemos também os pobres, não vão eles pensarem que não queremos o seu voto…), cá estamos conforme o prometido, a falar-vos sobre as eleições, essas, as autárquicas, sem as quais ficaríamos privados de escolher quem mais maltrata a nossa terrinha.
Os associados da Tertúlia, têm manifestado a sua preocupação, não só em relação ao nosso concelho, mas de um modo geral, por essas terras fora, deste país, a perder as suas tradições no seu melhor.
Ou seja, por cá, onde nasce o Alviela, em 5 listas concorrentes, 3 são encabeçadas por mulheres. Por todo o lado são às “resmas”.
Ao que isto chegou. Então não há homens com P grande? Ou mesmo pequeno.
Bom, vamos ver.
Quem nos diz que elas não farão melhor a “caldeirada”, já que em muitos locais é disso que se trata.
Noutros, é mesmo um “caldinho” que por lá está instalado.
A ser assim, quem sabe?
Mas vamos às coisas concretas.
Para votar em consciência temos de estar informados…
Em primeiro lugar os programas.
Analisados os programas, alguns ainda não saíram com receio de que nos esquecêssemos do seu conteúdo até às eleições, verificamos que todos dizem o mesmo (mesmo os que ainda não saíram vão dizer isso).
Uns têm eixos, outros pilares, outros projectos, outros ideias, outros não têm nada.
A coisa começa logo a cheirar a obras.
Há quem pense que os melhores programas são mesmo os que não têm nada.
Não chateiam, não deitam papel na caixa do correio.
Uma certeza; todos querem o melhor. Desenvolvimento, crescimento, etc.
Curioso, curioso, é que muitos metem uns palavrões do tipo, sustentado (a malta pensa logo que é para não cair, tipo soutien), competitividade, globalização, interactividade, mobilidade, urbanismo, actividades económicas, etc.
Ora, sabendo nós que este vocabulário não consta das telenovelas para quê estar a chatear? É para se armarem em bons? A gente trata deles. È o que pensa o pagode.
Depois os candidatos e as “equipes”.
Todos sem excepção, são transparentes, honestos, dialogantes e querem trabalhar em prol da malta, do povo.
Gente porreira, até parece que vão de borla.
Outra coisa engraçada é que, mesmo os que vão pela primeira vez dizem coisas do género; “ A mim, conhecem-me…”, “Temos obra feita”, “Vamos continuar”, “A obra feita fala por nós”, “Comigo vamos mudar”, “Comigo vamos continuar”, “A nossa equipa é a mais competente”, etc. por aí fora.
Mas, claro, tudo boa gente… Até é pena em alguns sítios não podermos ter dois ou três presidentes, porque se torna difícil escolher.
Imagine-se o que era andarmos por esse país fora a fotografar e a anotar cartazes e frases da campanha. Quem o fizer e publicar isso em livro vai safar-se bem.
Um destes dias passei na Arruda dos Vinhos e vi um cartaz que diz assim “ Comigo, Mais Arruda.”
Este está tramado. Então que faz ele ao vinho ? Campanha abstémia? Não me parece que esteja sintonizado.
Finalmente os jantares de campanha.
Quando são promovidos pelo actual que se candidata, ninguém diz que não. Ou já venderam qualquer coisa para a câmara, ou o filho precisa de emprego, ou a obrazita precisa de licença, enfim. Pelo sim pelo não, convém sempre ir e mostrar-se bem ao presidente candidato.
Bem, depois também ninguém leva a mal se formos ao jantar do outro que tem possibilidades de ganhar. A mesma coisa, importante que o candidato o veja bem e dizer assim uma coisa que ele não se esqueça, do tipo, “olhe que depois da vitória vamos lá a minha casa comer um borreguito…”. È fatal, nunca falha.
E tem uma vantagem, pode-se prometer o borreguito a todos porque só um é que ganha. Depois da vitória, volta-se logo ao ataque na primeira oportunidade, “então Sr. Presidente, não se esqueça que prometeu ir lá a casa comer o borreguito…, quando vai ser?”
Mesmo que ele nunca vá (a gaita é que alguns vão mesmo) fica o motivo de conversa para ele se lembrar que aquele munícipe é apoiante, teve no jantar e “votou” nele.
Acerca dos outros, os que não ganharam, quando se passa por eles na rua, vai-se dizendo; paciência, o povo é injusto e ingrato, fica para a próxima. Conte sempre comigo.
Após as eleições, a vida continua. Uns, contentes porque ganharam, outros nem por isso. Mas o pior é mesmo ter de aturar uma cambada de incompetentes e de palermas que se metem nestas coisas sem saber ler nem escrever.
Pior para nós. Melhor para eles.
Este povo sempre foi tolerante e pacífico.
Não é burro, deixa-se é enganar.
Bem, não se esqueçam. Dia 9 lá vamos ter de manter a tradição e ir votar.
Pensar que o nosso voto é importante (e é, essa é a única verdade) pelo menos para nós.
Aí, sem borreguito, sem emprego, sem “cirver” (aterro sanitário para resíduos industriais da zona centro do país), sem promessas e sem ninguém a ver, aí sim, é a nossa vingançazinha.
Depois, podemos dizer o que quisermos…
Há 50 anos ainda nem votávamos.
Daqui a algum tempo a coisa há-de ser melhor.
Haja fé.
Por ocasião das férias há sempre um período de merecido descanso por parte da coordenação do Blog, logo, todos (e foram muitos) aqueles que quiseram escrever tiveram de esperar para poderem aqui publicar os seus escritos.
Como entretanto os fogos foram muitos, as coisas “arderam” e cá ficamos nós “sozinho em casa 3” a tratar de que não se esgote o tempo dado pelos homens do “alojamento” que nos despejam caso não se pague a renda a tempo.
Por outras palavras, esgotado o tempo dado, sem publicarmos nada, lá se vai o nosso “negóciozito” e todos vós ficaríeis privados deste interessante, mesmo imprescindível, espaço de boa disposição e perda de tempo.
Deixem que registe o facto da disposição por esta altura não ser das melhores e consequentemente o humor andar um pouco arredado, mas com isto das eleições, vem novamente a esperança de ver castigar os maus e entronizar os bons e vai daí, até parece que a coisa ganha um novo ânimo.
Pois, entre os possíveis temas a abordar e que constam da lista, acabamos por não escolher nenhum, não vão os outros ficarem ofendidos por preteridos.
Em conclusão, por agora não vão ter o prazer de ler nada mais mas podem ficar com a certeza de, dentro de pouco tempo, os vossos lindos e (por vezes cegos) olhos, encontrarem aqui repasto e descanso da Tv e Net.
Digamos que será como que uma “energia alternativa”, (isto já foi escrito em qualquer lado…).
Pronto, matemos, assassinemos mesmo, essa curiosidade.
Hoje ainda, deixaremos aqui um ou mesmos dois textos, em fase de levedura (tal como o pão…) e que versejarão, sem verso, os fogos do verão e as próximas eleições autárquicas.
E porque o nosso concelho está muito ligado a Felgueiras (cada vez menos), “trataremos” dos dois.
Vai valer a pena perder esse tempo, até porque temos notícias frescas que aí estarão a chegar pelo correio e que a Tertúlia do Alviela teve acesso privilegiado em primeiro segredo.
Então inté…
Ah, e hoje é sexta feira.