abril 30, 2005

A NOSSA CANDIDATA


Pois é, há muito tempo que não surge aqui neste blog nada de jeito e as pessoas começam a reclamar e com razão.
Quer-se dizer, razão, os homens, porque as mulheres nem por isso.
Mas deixemos as provocações de parte porque este governo parece que está com vontade de dar força ás mulheres e isso pode ser complicado.
Pensam que não?
Então como se explica que em Alcanena o PS agora apresente uma mulher como candidata à presidência da câmara municipal?
Ao que isto chegou.
E o pior é que ontem na Tertúlia ia havendo levantamento de rancho (chamamos assim quando há grande confusão e ninguém se entende).
Imagine-se porquê. Exactamente. Por causa dessa candidatura.
Houve quem defendesse a proibição total.
Outros, mais moderados, simplesmente retiravam o direito de voto ás mulheres.
Depois começaram a ganhar voz os “mulherengos”.
Só são chamados assim porque são defensores de chaves, perdão, das mulheres.
Bem, aquilo foi uma coisa, que inclusivamente originou que o arroz de polvo ficasse queimado.
É verdade. Quem havia de dizer.
Bom, mas entretanto, como eu próprio tenho fama de conciliador e sou insuspeito nesta coisa de mulheres, acabaram por apelar ao meu bom senso, que todos reconhecem e ao qual se curvam, apesar da minha modéstia.
E assim, tal como Salomão, perdão eu disse Salomão, não disse Salmão, lá tive de explicar como funciona a coisa nos partidos e fora deles e a bondade de termos uma mulher candidata e possivelmente presidente de câmara.
Confesso que ás tantas já me estava a passar perante tanta insistência sobre se a coisa não se podia transformar antes numa passagem de modelos em traje de banho.
Não vou aqui relatar tudo o que foi dito acerca do assunto, quer por respeito ao necessário sigilo da Tertúlia, quer essencialmente porque as mulheres de alguns sócios punham-nos a “pão e água” durante três meses se soubessem dos apartes que os santos dos maridos fizeram.
E o que mais enterneceu os presentes foi uma sugestão de que a ser assim (a passagem de modelos) os demais candidatos deviam ir de tanga ou mesmo fio dental. Quem os conhece, aquelas barriguinhas… e os pelos das pernas...

Finalmente, depois de muita paciência e alguns murros na mesa para me fazer ouvir, optei pela táctica da saturação. Ou seja, demorei tanto tempo a explicar a coisa que eles já estavam por tudo. Até votavam já na candidata só para eu me calar.
E não fiz por menos. Arranquei a totalidade das assinaturas de apoio à dita, sabe-se lá com que promessas. Mais. Ficou assente que essas promessas seriam cumpridas pelo candidato vencedor das eleições.
Na declaração de apoio, esta parte estava em letra pequenina, tal como nos seguros e ninguém leu.
Estamos perante um truque da alta política que vai sem dúvida exigir uma votação a 100% na candidata.

No meio de tudo isto, o arrozito queimadito, marchou, salvando-se a sobremesa que também já conheceu dias melhores.
Foi bem feito porque não tinha nada de entregar a tarefa ás mulheres. Fizesse ele, tinha ajuda e ficava melhor, claro.

Uma nota final para um momento importante no jantar de ontem.
Uma ligação por vídeo-conferência, com os dois sócios que se deslocaram ao Porto. Talvez mais para Braga, não sabemos ao certo, em funções e ao serviço dos interesses da Tertúlia.
Em resumo, foram ver se recebiam algum para poderem pagar as cotas em atraso.

Cá para mim suspeitavam do tacho e aproveitaram a desculpa de que hoje iam jogar futebol ao Bessa. Devem ser sócios dos Loureiros. Pelo que conheço deles ainda fica um na presidência do Metro do Porto e o outro na presidência do Boavista e da Liga.
Deixem-nos…

Caros leitores, voltaremos em breve com mais algumas passagens da nossa discussão elevada sobre política… (elevada, entenda-se, aos gritos !)

Boa semana de trabalho…

Publicado por tertuliaalviela em abril 30, 2005 11:46 AM
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