janeiro 17, 2005

Mês de Natal


É sempre assim. Chegado o Dezembro, mês bom, mês mau, consoante se recebe ou se paga o 13º mês, estamos logo a pensar na passagem de ano.
O Natal, esse traz sempre umas prendas, consoante as bolsas, as oportunidades e a quem se destinam.

No período que antecede o dia 25 há sempre uns convites para uns jantares de fim de ano, daqueles que os empresários “oferecem” aos empregados, clientes, fornecedores e amigos.
Há sempre aqueles que pensam quanto “participaram” eles para aquele jantarinho.
Os clientes, pensam, o gajo levou-me mais uns cêntimos no último negócio, deu logo para pagar isto. Ao menos vou-me vingar e atacar aqui o leitãozinho.
Os fornecedores, vão magicando, aquele desconto que o gajo me obrigou a fazer, dava para pagar isto e muito mais. Pró ano, eu digo-lhe. Mas já no ano passado foi assim.
Os empregados, normalmente pensam menos, porque o salário é igual e sempre sentem algum consolo porque afinal, a diferença entre ir ou não ir ao jantar era a mesma e assim, sempre se aproveita qualquer coisita. E depois, o patrão sempre nos vê por lá. Bom, e aquela colega que me lança uns olhitos, pode aparecer, … logo se vê.
Finalmente os amigos, sendo os únicos desinteressados, vão sem pensamentos que não seja o de melhor companhia proporcionar.
Até pergunto, afinal, porque não se faz isto apenas para os amigos?
Não, não é por eu ser convidado apenas nessa qualidade, é porque ficava mais económico, era menos confusão e até podia acontecer sair o rancho melhorado.
Pronto. Que fossem também os empregados, afinal deram o litro para a coisa “dar”.
Bem, o fornecedor também deu um jeito para o tal produto chegar mais cedo e o cliente resolveu aquela letra logo no prazo e só isso poupou uma … e não devolveu a encomenda que feita á pressa saiu menos bem.
Está bem. É melhor ficar assim e já agora convida-se também o homem do banco que lá vai dando uma ajuda. Nada de mais, só não complicando, já ajuda muito.

Neste clima, lá tivemos um sócio da Tertúlia que fez coincidir a sua festa de Natal da empresa com uma sexta feira e convidar-nos a todos para participar.
Uma mesinha á parte da confusão e foi uma maravilha.
Pena foi o de outros sócios não lhe terem copiado o exemplo. Fecharam-se em copas e …
Pensavam que ia dizer que eles criticavam. Não. Incapazes disso, tudo gente fina…

Depois lá veio o Natal e a transição de ano.
Neste meio tempo o nosso senhorio, portou-se mal. Muito mal.
E foi tão ordinário que não merece que se brinque aqui com ele. Não tem classe. Desconfiamos que frequenta as casas e famílias da linha, Cascais, por aí. Mas não tem nível.

Essa a razão pela qual decidimos mudar de instalações.
Fique lá com a casa e agora vá alugá-la ao caraças.

E depois de muita procura e escolha, encontramos o que pretendíamos.
Vamos mudar para Monsanto.
Foi pena ter de recusar muitas ofertas que nos fizeram, já que era uma honra para muitos proprietários poderem dar guarida a tão ilustre e bem comportada gente, como somos nós.

Em Fevereiro as noites de sexta vão ter ares novos.
Até vamos ter piscina. Sim, leu bem e depois?

Publicado por tertuliaalviela em janeiro 17, 2005 04:39 PM
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