Num esforço tremendo para relançar as noites de sexta-feira, realizaram-se duas ou três reuniões magnas desta prestimosa, honrosa e etc, Tertúlia com vista á reorganização da mesma e consequentemente á criação de novos pólos de interesse com recurso ás novas tecnologias de comunicação.
Não, não se trata de criar condições especiais para os sócios esquecidos poderem comunicar que não vêm e evitar com isso que se estrague comida.
A Net, para alguns abreviatura de Nôte ou Noite, servirá para pescarem, perdão, pesquisarem caras novas com quem se relacionarem.
Bom, para ir á Net era necessário adquirir o equipamento.
Dito isto, houve logo um sócio que estava entretido com a “Quinta dos Parvos” e pouco atento á conversa, que disparou:
-Eu pago as camisolas desde que levem o nome da firma nas costas.
Esclarecido que não se tratava desse equipamento, já não quis oferecer os computadores.
Houve na mesma quem disponibilizasse umas caixas que lá tinha na arrecadação do escritório, contra um recibo de equipamento para Mecenato.
Montada a coisa e garantida a funcionalidade dos postos da CiberTertulia (nome bonito caraças), era então necessário adquirir os Kits de acesso pela ADSL.
Como a linha telefónica da Tertúlia é RDIS, com uma central a partir da qual saem extensões analógicas, foi explicado isto ao vendedor da PT.
O cavalheiro, depois de entender o processo, recomendou a compra do Kit sem fios e garantiu o perfeito funcionamento desde que activado o sistema, o qual demoraria 3 dias úteis.
Tratadas das demarches e feitas as contas, foi pago o valor exigido na modalidade de pré-pago na segunda-feira dia 1. Como era feriado, não contava para o período de 3 dias, também confirmado por uma menina (porque é que chamamos sempre menina ás funcionárias da PT e afins, quando em muitos casos são senhoras e duras?).
Na sexta seguinte, quando chegámos e quisemos ir ensaiar a coisa para a qual se fizeram logo bichas (sim bichas. Filas são no Brasil) deparamos com o primeiro dos inúmeros revés que estavam para vir. A coisa, não tugia nem mugia. Bom, á que pedir responsabilidades.
O primeiro artista que nos atendeu por parte do SAPO (agora não lhe chamamos menino) alargou logo o prazo para entre 3 a 5 dias. Foi logo ensaboado com uns acrescentos ao nome próprio e que os pais não faziam a menor ideia.
Durante cerca de uma hora ao telefone só não exigimos falar com o presidente do conselho de administração porque esse nunca está. Tirando esse, falamos com todos os restantes funcionários ( os que trabalham, claro) .
Obviamente que não resolvemos nada mas desabafamos e sobretudo os cavalheiros que tiveram a honra de connosco falar, ficaram a saber uma série de coisas que desconheciam em absoluto, nomeadamente que os serviços deles eram uma m...... !
Prometeram que no sábado iam tentar que a PT ensaiasse a linha.
Pois, a gente percebeu. Vão chatear outro...
Na semana seguinte, precisamente na terça-feira, deslocamo-nos de propósito ás instalações da Tertúlia para verificar o processo e evitar nova surpresa desagradável no fim de semana.
Tudo na mesma. Porreiro ! Que gozo. Que serviço de Excelência.
Novamente á carga com o número do SAPO e espante-se, depois de longos minutos a expor o assunto e a tirar duvidas a quem nos atendia, uma voz, já sonolenta, dispara;
- “lamento mas isso agora é com a PT.”
-Lamenta ? oh amigo, tá a gozar ca gente ó quê?
Bom, este diálogo durou ainda vários minutos ao longo dos quais a pessoa do outro lado ficou a saber com quantas letras se escreve (ouve) a apreciação do seu serviço.
Agora o melhor está para vir. Ligamos ao 16200 e uma menina (lá está, menina.) mal expusemos o assunto em tom de poucos amigos, mandou-nos falar para a Telepac. Esta nem “lamentou”. Foi tiro e queda. E pronto não tem nada a ver com o assunto.
Áh ganda País. Paga pr’aí impostos seu burro. Paga que és bem servido.
Òh meu Deus, isto só visto !
Bom, chamar nomes á menina não, é feio. Lá vai mais uma chamadinha para a Telepac ou para onde foi que nos deu o número.
Pela undécima vez lá explicamos a coisa, rebuscando doses de paciência que estavam de reserva para a próxima vez que fossemos ás finanças. (aí a coisa fia mais fino, pagas, não bufas e pianinho, senão prá semana tens lá a inspecção do fisco a virar-te a escrita do avesso.)
Perfeito. Finalmente a coisa estava deslindada. Já não era sem tempo.
Então o que era? Simples. Fomos enganados. Aquilo que compramos, pagamos com o nosso dinheirinho, simplesmente não servia. Era outro Kit para RDIS.
O inteligente que nos atendeu, teria boa vontade certamente, só que devia estar de baixa quando foi chamado para a formação de venda daqueles produtos.
Nessa noite nem sabemos com quantos senhores “eu não tenho a culpa” falamos. Porém, há um que nos compreendeu perfeitamente e lá nos mandou ir a uma loja PT onde nos trocavam o equipamento e pronto. Aí eu desconfiei logo, mas não havia alternativa.
-Então diga-nos lá, aqui na nossa localidade onde existem lojas PT?
- Ah sim, muito bem. Tem a certeza que é nessa morada. Ok.
Bom, disse logo aos meus amigos, perfeitamente desinteressados do negócio, que quase de certeza a história não ía ser nada assim como aquele “simpático” nos estava a encomendar.
Claro, no outro dia quando me dirigi á dita loja, nem era da PT mas sim uma loja exclusiva PT.
-Qual é a diferença?
Em qualquer delas recebem dinheiro e em nenhuma resolvem nada.
Como o Kit tinha sido adquirido em Lisboa, no final da semana lá fomos entregar a “encomenda” e nova tourada.
O técnico-comercial que nos impingiu o produto errado, ou já tinha sido despedido ou adivinhou que nós íamos lá naquele dia e meteu baixa.
A senhora colega, cheia de boa vontade (?) começou por dizer que não tinha dinheiro na caixa. Até parecia que era só ela ou que nós íamos lá para a assaltar.
Depois, como não se entendia com a nota de devolução sugeriu que fossemos lá no outro dia.
Perguntei se ela pensava que eu também trabalhava lá. Embora não fosse loira houve logo quem lhe chamasse louca com todas as letras e ela nem pestanejou.
Bem, depois de muito esperar e esbracejar, valeu a boa vontade de um funcionário á altura ( o que vai valendo é que aparece sempre uma alma caridosa com bom senso) que resolveu o problema e lá trouxemos um documento em triplicado para um dia deste em que um de nós tenha pachorra, ir a uma loja PT perguntar;
-Têm cá dinheiro? Então paguem-me sff.
Estou mesmo a ver o filme;
- Pagar? aqui só recebemos. Ou então,
- Desculpe, venha cá amanhã.
Bom, entretanto vamos esperar até ao Natal, quadra de boas vontades e onde se trabalha pouco. Pode ser que a coisa se resolva.
Até lá, paciência, vamos ter de andar na inter-noite, já que não há inter-net.
Nota da redacção: Este episódio, infelizmente retrata, por defeito, algo que aconteceu na realidade com um dos nossos sócios. Parabéns por isso á PT, Telepac e SAPO.
Publicado por tertuliaalviela em novembro 18, 2004 06:50 PM