Com a certeza de que nada voltará a ser como antes, por parte do nosso colaborador neste Blog (isto é, para mim próprio), devemos fazer um esforço para voltar o mais possível ás rotinas que nos possam trazer algum conforto dos amigos e sentir que a vida não pára, nem espera por ninguém.
E quem partiu, não terá a sua memória mais dignificada e mais presente pelo facto de quem ficou se poder martirizar, isolar ou mesmo perder o gosto pelas coisas que possam aquecer um pouco os dias e as noites vividas agora sempre de modo diferente.
Manter os níveis anímicos á “tona de água” é o mínimo para encontrar novos espaços e interesses que no turbilhão da vida se possam misturar com os antigos e daí poder resultar uma nova maneira de estar na vida.
Certamente que não será melhor, mas a possível.
Saber que quem nos amava, se pudesse, faria com que as coisas andassem para a frente, como sempre foi a sua postura e era isso que ela quereria que nós fizéssemos.
Procurar reencontrar algum animo nessas noites de sexta-feira e o humor necessário para manter este blog, não sendo tarefa fácil, fará parte do esforço do que dissemos atrás, por forma a que vida possa prosseguir.
Aos amigos da Tertúlia que me apoiaram e ajudaram ao longo destes 9 meses, o meu obrigado. Nunca saberão o verdadeiro alcance da ajuda prestada, as mensagens, as palavras de ânimo, os telefonemas a toda a hora.
Afinal, também isso faz parte do espírito da Tertúlia.
Que nunca necessitem de retribuição é o maior agradecimento.
A vida continua (?) igual ou quase para uns, diferente para outros, ao contrário para mim, mas para a qual quero e tenho de encontrar o rumo possível.
Agora, sem o doce que só ela sabia fazer tão bem e que todos gostávamos tanto, teremos de ir em frente.
Como ?
Veremos.
Um dia de cada vez.